porque

enquanto luto contra o cair das lagrimas
me pergunta porque
porque nao lutei por ti
da maneira que merecias
porque nao te dei colo quando precisavas
pq te fiz chorar
pq nos fiz chorar

Advertisements

li numa tirinha “o melhor lugar do mundo é perto”. de você. é.

Amor ou o fim

O teu seio em minha boca
Nossos corpos suados
Molhados
Não me diga que isso
Não era paixão.
Não!
Não diga que aquele beijo
Que a minha mão entre suas pernas trêmulas
E o calor de nossos corpos
Era só um momento
Uma falha
Uma lembrança
Que juntos,  desnudos
Não eramos só mais dois
Aquilo era amor sim
Não sei se foi o fim
Mas era amor sim

A chuva na praça

Naque dia,  contive o beijo
Contive o desejo de te ter
Teu rosto molhado
E as gotas escorrendo sobre tua boca
Ah, como queria que fossem meus labios!
Que eles te percorresem como a chuva
Mas me contive,  só me contive

Usa-me.

Queria pedir pra me usares
Da forma mais carnal possivel
Sem medo,  sem arrependimentos
Queria pedir pra me usares
Suados,  molhados
Tratando-me de forma banal
Queria pedir pra me usares
Pra que pudesse sonhar
E sentir mais a vez
Nem que fosse um lampejo da tua paixão

Nao usa este corpo
Como se fosse um qualquer
Usa-me com a paixão
Que sei te habitar
Nao nega à tua carne
O farejar de minh’alma
Permite-te errar novamente
Deleita tua alma em mim

O primeiro dia

Lembro do dia que te conheci. Um nervoso me tomava conforme me aproximava de sua casa.  Quanto te vi,  subiu-me um calor,  um bem estar,  inversamente proporcional à quantidade de palavras que tinha pra te falar.  Todas se esvairam. Voce,  com sua camisa quadriculada,  um tanto desengonçada,  mas encantadora. Desse dia em diante,  minha vida mudou. Todo dia te procurei,  todo dia precisei ter comigo suas palavras, até que me dei conta que aquilo que tinha em mim era amor.

Entre páginas.

Só queria ouvir de ti
Um “oi,  eu to aqui”
Ou um “por favor,  vem me buscar”
E onde fosse eu estaria lá
Pq viver entre
O virar de paginas do teu livro
E nao fazer parte das orações,
Dos verbetes,  dos teus vocativos
Ah, isso não é viver.

Cigarro na boca
Meia  vermelha
Tudo pra me conquistar
E eu me escondendo
Meus dedos tremendo
Apreensivo com o que vc fosse fazer
Me pegastes na gola
Bateste na cara
Tudo pra chamar minha atenção
E vc continuava
Me jogando na cara
Tudo que eu tinha nas mãos
Acabei cedendo
De novo de tendo
A mulher que eu sempre quis
Me fizestes promessas
Só que eu errei a beça
E hj eetou aqui,  só,  infeliz.

Tento me esquivar da idéia de sequer pensares em mim mas não dá.  Particularmente,  tudo me faz lembrar você pois,  enfim,  tudo tem uma participação em nossa história. As músicas,  as comidas,  os caminhos,  os sorrisos, o clima –  ah,  aquela chuva de fim de tarde como me lembra você. Fechar os olhos para dormir me faz farejar seu cheiro meio que instintivamente. Sua ausência me faz indagar se de alguma forma ainda fazes o mesmo que eu.  Ou não.